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Renovação e Perseverança

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela
própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência
concebido, dá à luz ao pecado; e o pecado, sendo consumado,
gera a morte.

O apóstolo Tiago, exortando-nos à percepção real do erro, nos mostra o quanto a concupiscência, desejos, ambições desmedidas e sensualidade, nos leva a começar e perseverar no erro, mas devemos perguntar: - Acaso nos desviamos por nós ou pela influência externa?

Segundo o irmão de Jesus, nos desviamos do caminho do bem por nós mesmos, pois capitulamos as facilidades e prazeres da matéria, e se admitirmos a influenciação externa como componente comprometedor de nossos passos, o primeiro deles foi dado por nós, buscando as riquezas a qualquer provação, os prazeres do sexo como realização imediatista e, ainda que tenhamos uma orientação religiosa, muitos nos enveredamos pelos caminhos das dores, advindas do remorso e da certeza de termos trilhado atalho inválido em linha evolutiva.

Aqui, companheiro que sofre o aguilhão das dores físicas, ali outro em que as dores morais dilaceram as próprias forças e ânimo, prostrando-se diante do aparente e inevitável julgamento e condenação, no entanto a Religião, e notadamente o Espiritismo, como farol em meio à tempestade de nossas almas, chama-nos a todo instante para o Norte de nossas vidas: - Jesus! E àqueles que se permitem entrever as realidades do Espírito cria formas de sustentação em meio ao “pecado”, antes que, como nos adverte Tiago, advenha à morte.

Mesmo em meio religioso diverso, muitos ainda se rendem à concupiscência, ao “pecado” e à morte, sendo essa o monodeísmo que se instaura na consciência transtornada e aquele, os conflitos entre os passos aprendidos a se resvalarem nos atos erroneamente praticados pela fraqueza do caráter e da Fé. Mas ainda ai o Espiritismo é bússola certa, mostrando-nos filhos do mesmo Pai e para os que recalcitram nas atitudes desvairadas resta lhes a certeza da renovação, pois ninguém, em verdade, progride se não aprende com seus passos.

Somente na efervescência da Fé, adquirindo persistência no desejo ao bem do próximo, conforme diretiva da Boa Nova, juntamente com as realizações, necessidades e deveres cotidianos, materializando o: “Amai ao próximo como eu vos tenho Amado”, poderemos nos precaver quanto à concupiscência, senão poupando-nos dela pela necessidade de vivê-la como experiência de vida, ao menos poupando-nos das obsessões, filhas primeiras dos passos mal dirigidos.

Caio Varo

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